domingo, 28 de fevereiro de 2010

Koyaanisqatsi


Há uma bifurcação na vida.
E que caminho devemos tomar?!
As palavras daqueles que insistem na coisa batida,
ou a vida que temos à frente para inventar?!
Os mesmos: Olá! e Até mais!, de chegada e partida?!
Ou a vida, só a vida, que estamos a programar?!

A hora é de dizer: Prazer!
E se apresentar à vida, conheçê-la ainda.
Dizer que ouvi dizer,
que faz parte a despedida... é esperada sua vinda.
E, mesmo sendo somente Ser,
podemos tecer o elogio de: Linda!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Não é só um Violão!


Quando me afasto do violão,
eu fico longe de mim mesmo.
Perco o pão,
circo e coração.
Penso em caridade,
em ouvir música feita para matar a vontade.
E, se achas que faço lamentação...
Poxa vida! Não é só um violão.

É a minha condução,
a calha onde escoam
suas palavras em minha mão.
Nem o tempo todo soam,
são badalos sem pressão,
e somente me enjoam
quando permaneço são.
Volto atrás e elas voam,
me trouxeram um violão.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Sonho Sem Sono


É assim quando escrevo com pressa,
só escrever interessa,
me faz mal conviver com o motivo que me traz aos versos.
Quero acabar logo e escoar toda lembrança sua,
pois meu inconsciente traidor
projetou você no meu sono.
Me recuso a dormir à tarde,
logo depois do rango,
pois o sono é turbado.

E olha só que ironia,
hoje enchi a barriga,
amaciei o sofá,
e afundei alucinado
num sono triste e pesado,
acordei com abandono.
Era você ao meu lado,
depois eu acordado,
sem você e sem sono.
Tive medo de você
criatura linda que perturba meu inconsciente.
É mulher paranormal, algo exotérico
ou coisa tal, que me fez sonhar de novo,
dessa vez sem olho fechado,
e passando o dia inteiro
como um leve pesadelo...
sonhava eu acordado!

Poema Vil


Esse cigarro me lembra poema.
Cinzeiro e fumaça ao lado,
transcrevo qualquer problema,
tanto papel amassado
tanta falta de tema.
Insisto, e, por fim cansado
prefiro não falar de problema.

Escrevo. Esse é o meio eleito,
à noite imagino o sol da manhã,
de dia acho a luz coisa vã,
almejo o conjunto perfeito
de um jeito que seja o meu jeito.

Algóz da mudança sou eu,
me adapto fácil e rápido
me afasto limpo, e ávido
esqueço o que aconteceu.

Esqueço o que aconteceu,
e aquilo que me feriu,
por falta de tema meu
saiu um poema vil.

Estereotipando


Por vezes, analiso aqueles que se expressam por teses,
também a frieza do sorriso forçado,
o artfício de deixar os impulsos de lado
e a paz com que a culpa ameniza o errado.

Saber não falar, só medir, não tentar.
Infere-se mesmo que é tudo forjado:
do dedo do pé ao cabelo penteado,
a idéia é o jeito de se apresentar.

O que pensa não vira fala,
passa pelo crivo do bom senso,
e gera expectativa de saber imenso.
Não se explica e não se cala,
só arrisca fazer sala
com clichês e rosto tenso.