
Por vezes, analiso aqueles que se expressam por teses,
também a frieza do sorriso forçado,
o artfício de deixar os impulsos de lado
e a paz com que a culpa ameniza o errado.
Saber não falar, só medir, não tentar.
Infere-se mesmo que é tudo forjado:
do dedo do pé ao cabelo penteado,
a idéia é o jeito de se apresentar.
O que pensa não vira fala,
passa pelo crivo do bom senso,
e gera expectativa de saber imenso.
Não se explica e não se cala,
só arrisca fazer sala
com clichês e rosto tenso.

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