
Esse cigarro me lembra poema.
Cinzeiro e fumaça ao lado,
transcrevo qualquer problema,
tanto papel amassado
tanta falta de tema.
Insisto, e, por fim cansado
prefiro não falar de problema.
Escrevo. Esse é o meio eleito,
à noite imagino o sol da manhã,
de dia acho a luz coisa vã,
almejo o conjunto perfeito
de um jeito que seja o meu jeito.
Algóz da mudança sou eu,
me adapto fácil e rápido
me afasto limpo, e ávido
esqueço o que aconteceu.
Esqueço o que aconteceu,
e aquilo que me feriu,
por falta de tema meu
saiu um poema vil.

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